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domingo, 26 de janeiro de 2014

Os dois presentes



 
Os dois Presentes
Elisabeth Lorena Alves
Leitura Bíblia
Todo atleta que está treinando aguenta exercícios duros porque quer receber uma coroa de folhas de louro, uma coroa que, aliás, não dura muito. Mas nós queremos receber uma coroa que dura para sempre.
E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.

Conta-se que certa professora resolveu testar seus alunos e resolveu fazer um teste com eles. Levou para a sala 2 caixas, uma grande, bonita, bem embalada, com laçarotes enormes, que combinava para ser um presente de menina ou menino, a outra embalou com desmazelo, com folhas velhas de jornal e barbante no lugar dos belos laços.
Pediu que cada criança escrevesse qual das embalagens queria em um pedaço de papel e colocasse no bauzinho de recados que eles tinham na sala. Mas ela disse que era para cada um dizer por qual motivo queria o presente escolhido.
As crianças em um alvoroço só, passaram alguns minutos escrevendo seus pedidos, como se fosse Natal e elas tivessem que provar que foram boazinhas o Ano todo.
Aos poucos eles foram se aquietando e todos colocaram seus nomes e justificativas no lugar determinado.
A professora abriu o recipiente e leu cada um dos pedidos, sem falar qual dos alunos tinha escrito, mas nenhum se mostrava ideal,  segundo ela, todos estavam desejando o mais belo presente por causa da beleza que ele tinha. Durante a atividade a professora encontrou um único pedido pela caixa menor e sem graça, avisou a classe que o achara, mas não leu. Continuou lendo os pedidos pela bela caixa e determinou que o aluno que escolhera a menor, escolhesse um dos pedidos.
Ao terminar de ler todos os pedidos, a professora disse o nome da criança que pedira o presente menor e menos atraente e pediu que ela escolhesse o pedido que ele considerou mais inteligente. O menino escolheu um dos últimos e o colega feliz da vida pegou sua caixa que quase caiu de sua mão de tão pesada que estava. A criança abriu a bela caixa e deparou-se com um monte de pequenas pedras coloridas, embrulhadas em belos embrulhinhos. A decepção se tornou geral, mas aos poucos as crianças estavam rindo do ocorrido. 
Assim que os ânimos se acalmaram e as crianças voltaram a sorrir e brincar, a professora perguntou ao menino Pedrinho porque ele escolhera a pequena caixa e ele respondeu:
- Professora, eu a achei bonitinha, toda pequeninimha, mal vestida e, pobrezinha, ninguém a queria. Assim escolhi ela. Sabia que ninguém ia querer ela mesmo.
A professora olhava para Pedrinho, tão pequenino, quase sempre paradinho à um canto, sem ter com quem brincar por causa de seu tamanho. Sorrindo, insistiu no motivo da criança e Pedrinho respondeu de pronto.
- Coitada, professora, ela ia ficar ai sozinha, sem ter com quem brincar!
A professora disse-lhe:
- Pedrinho, como só você pediu este presente, ele é seu!
Pedrinho abriu um sorriso e foi à mesa buscar sua caixinha sem graça. Mas quando a recebeu, percebeu que ela tinha algo dentro. Abriu-a e encontrou dentro dela muitos caramelos, balas e bombons diversos. Sorrindo feliz, Pedrinho levantou-se e deu um bombom para cada colega, guardando consigo a caixinha que todos desprezaram. Com alguns doces e bombons que lhe sobraram.

 Assim acontece conosco, quando o mundo nos oferece algo, é bonito de se ver, algo que todos admiram, mas quando observamos melhor, vemos que é um caminho que nos levará a Perdição, como nos preveniu o sábio Salomão: Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte Provérbios 14:12 .
Já o que o Senhor nos dá, muitas vezes nos parece menos belo, pois nos acostumamos a comparar com o que o Mundo oferece e nisto a beleza do que é Puro se esvai. Só que o Senhor nos oferece algo melhor, quando retiramos as belas embalagens descobrimos que fomos enganados por um bom ‘Marketing’, mas o Presente de Deus é para sempre.
Que saibamos, como Pedrinho, escolher a melhor parte. Não nos importando com as belíssimas embalagens, mas nos prendendo ao BEM que não se corrompe.